Ateísmo: respeito vs iconoclastia

Charles Darwin

i.co.no.clas.ta 
adj e s m+f (do grego eikon, “ícone”, e klástes, “quebrar”) 1 Que, ou quem destrói imagens religiosas ou ídolos. 2 Que, ou quem não respeita tradições e monumentos. 3 Que, ou quem mina o crédito ou reputação alheia. 4 Que, ou quem se mostra hostil a princípios sãos ou moralistas.

São várias as idiotices que lemos na internet. Uma delas é um movimento mal-intencionado de “ateus”, que falam mais de Deus (falam mal, mas falam) do que os próprios cristãos. Exemplo maior está na página do Facebook “ATEA” (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), onde imagens de piadinhas tirando sarro do Cristianismo é lugar-comum. Mas eles não sabem que não são ateus de verdade, mas sim iconoclastas, como na descrição acima do Michaelis.
O ateu é aquele que não acredita na existência de Deus. Eu sou ateu. Prefiro acreditar no que a Ciência pode provar, e nenhuma religião condiz com a visão que tenho do Universo.
Mas o iconoclasta não. Ele, além de não acreditar, tem o prazer de espezinhar o credo alheio.
Veja bem: a religião é a base da vida de uma pessoa. Sob os preceitos e valores religiosos é que ela vive (ou ao menos deveria). A religião é um ideal, a política de vida e, muitas vezes, a “verdade universal” (mesmo eu achando que isso nunca deveria acontecer). Você não pode simplesmente chegar num crente (quando digo “crente” não me refiro a apenas o evangélico, mas todo aquele que crê em algo) e dizer “Seu livro sagrado é um conto de fadas”, “Seu deus não existe”, “A ciência provou que isso não é verdade” etc. Isso é pior do que xingar a mãe do cara. É preciso ter um mínimo de respeito.
Não acredita? Beleza. Tá permitido não acreditar. Mas é totalmente desnecessário você ir lá e tentar “destruir os ícones” do cara (isso também vale para o pastor Sergio Von Helder, ok?). Cada um deve viver com suas “verdades”. Deixa ele ser feliz acreditando no que quiser. Quem é você pra dizer qual religião (ou não) é a melhor, qual deve ser a visão de mundo que a pessoa deve seguir? O mundo é feito de diferenças e viva o livre arbítrio.
Por mim, as pessoas podem seguir os ideais que quiserem, contanto que elas não usem os mesmos para tentar prejudicar ou tirar os direitos de outras (Feliciano, Bolsonaro, Malafaia, é com vocês), nesse caso eu sou veemente contra.
O mundo deve ser alicerçado sobre o respeito, e mesmo se eles não toleram o seu ateísmo, tipo alguns “cristãos” que atribuem o fato de “não ter Deus no coração” com cometer crimes (o Datena manja do assunto), não se ofenda e tolere. Se eles não mostram a compaixão e amor ao próximo que eles mesmo pregam (ou deveriam), faça você isso. Evita estresse e você dorme mais tranquilo.

P.S.: Pra quem não conhece o senhor na foto que adorna esta matéria, trata-se de Charles Darwin, um dos meus ícones favoritos (falei deles aqui).

Leia também: Jesus era louco.

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