[Game Retrô] Final Fantasy Tactics

Depois de um longo hiato, cá estou eu com um joguinho antigo porém sensacional. Hoje vou falar de um dos melhores jogos de estratégia de todos os tempos: “Final Fantasy Tactics”.
Lançado para PlayStation entre 1997 e 1998, o Tactics é um RPG em que a batalha é feita numa espécie de tabuleiro, geralmente com 140 casas (panels), e nele tanto seus personagens como os monstros e chefes se locomovem e se posicionam estrategicamente para desferir ataques e lançar magias. Segue sua cena de abertura:

A história conta a saga do jovem Ramza Beoulve, irmão mais novo dos fidalgos Beoulve que secretamente disputam o poder pelo reino fictício de Ivalice (e o mais recorrente entre a saga Final Fantasy). Aliás, a trama é bem elaborada e complexa, cheia de plot twists e digna de um “Game of Thrones”, repleta de conspirações, traições, mortes, um clássico rapto de princesa que depois descobre que não é princesa… Vários babados e confusões. Dentre os outros personagens da história, os mais legais são Mustadio Bunanza (que é um Enginer/Machinist), Agrias Oaks (Holy Knight), Beowulf Cadmus (Temple Knight) e o “roubado” Orlandu (Holy Swordsman), que é tão forte que geralmente mata um inimigo com um golpe só.

Ramza jovem e com 23 anos.

Ramza jovem e com 23 anos.

FFT resgata um dos lances mais legais dos Final Fantasy clássicos que é o sistema de classes (Jobs), cada uma com sua peculiaridade, sendo física, mágica ou mista. As inicias são Squire (“escudeiro”, uma espécie de “aprendiz” com ataques físicos) e Chemist, única job que pode usar itens. Abaixo, fiz uma rápida tabelinha de como habilitar todas do jogo:

classes
O jogo, além das batalhas que você é obrigado a lutar na história (e, dependendo do level que seus personagens estão, são bem difíceis), têm as aleatórias no mapa, além das quests (missions), que você envia os personagens secundários em aventuras que te fornecem JPs (Job Points, o que faz o personagem aprendar as skills das Jobs) e Gil (grana), além de poder desbloquear personagens secretos, como o anteriormente citado Beowulf e sua amada Reis Dular, Worker 8, Byblos e até Cloud Strife (de Final Fantasy VII), as técnicas secretas Ultima (que você aprende com a job Squire de Ramza) e o summon Zodiac, equipamentos escondidos nos cenários (que podem ser encontrados com a ability passiva “Move Find-Item”) e ao matar monstros, se o personagem estiver usando a skill passiva “Secret Hunt”, disponibiliza itens bem raros na Fur Shop, e além disso tudo você pode tornar um monstro seu aliado com as skills da job Mediator e, por fim, o jogo ainda tem uma dungeon opcional, a “Deep Dungeon”, que têm 10 andares e cada andar é uma batalha (a última, com um poderoso chefe, o mago Elidibus), com alguns dos inimigos mais poderosos e itens mais raros do jogo. Dá pra “perder” umas boas 50 horas para fazer todas as side quests.

Outro ponto alto do jogo – como de praxe nos FFs – são os efeitos sonoros e as trilhas, uma mais emocionante que a outra. Uma das minhas preferidas é essa abaixo, que toca nas batalhas aleatórias e que é um misto de tensão com épico de aventura:

A única coisa que o jogo peca é nas traduções mal feitas em alguns nomes de monstros clássicos e em algumas skills, e até as classes aqui receberam outros nomes (como o White Mage que virou “Priest”) etc, mas fora isso, FFT é um clássico que merece sempre ser revisitado (tanto que ganhou um remake para PSP, o “The War of the Lions”) e até hoje é muito lembrado pelos fãs de estratégia/RPG, PS e da Square-Enix.

Fonte: Final Fantasy Wikia.

[Game Retrô] Super Mario World 2 – Yoshi’s Island

Estreando uma nova sessão aqui no blog, o “Game Retrô”. Sim, pois sou um retro gamer, até porque eu não tenho videogame, só emuladores de consoles antigos (Super Nintendo, GameBoy Advance, Playstation), então me divirto ao mesmo tempo em que mato as saudades das “velharias”.

Yoshis_Island_title_screen_GIF_by_Yka

Começamos com esse clássico do SNES, “Super Mario World 2 – Yoshi’s Island”, lançado em 1995, o qual estive jogando nas últimas semanas. Mudando completamente o tema e o protagonista (um Super Mario sem ser Mario o herói? Pois é, mais ou menos…), o jogo conta como Mario, anos antes na “cronologia” do encanador bigodudo, ainda bebê junto com seu irmão gêmeo (sim) Luigi, foi parar na ilha dos Yoshies (Yoshi’s Island), quando a cegonha que os carregava para seus pais (HAHAHAH) foi atacada pelo temível bruxo Kamek, o vilão recorrente da trama e servo do Bowser (que aqui, ainda era uma criança chorona e reclamona).

Os Yoshies, que são oito e um de cada cor (verde, vermelho, azul claro, laranja, púrpura, marrom, lilás e azul escuro, nesta ordem) se revezam para carregar e levar o bebê Mario até seu irmão, através de 6 mapas e cada mapa tem 8 fases. Os Yoshies podem engolir os inimigos (mas nem todos) e transformá-los em ovos, que podem ser arremessados tanto nos inimigos como para abrir as nuvenzinhas com uma interrogação (que contêm itens ou dispositivos). Eles ainda dão uma “voadinha” se, durante o salto, o botão de pulo (A) for pressionado e segurado, o que é muito útil durante o jogo, tanto para se safar dos perigos como para alcançar itens em lugares altos ou distantes.

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Quando um Yoshi é atingido por um monstrinho, o bebê Mario cai e fica flutuando dentro de uma bolha (agora não me perguntem como isso é possível) pela tela, chorando incessantemente, e você tem, no mínimo, 10 segundos para recuperá-lo ou os asseclas voadores de Kamek vêm para pegá-lo e então você perde uma vida e precisa recomeçar a fase. Falando no que machuca um Yoshi, as únicas coisas que “matam” o dinossaurinho são espinhos, lava e, obviamente, abismos ou se o cenário te esmagar.
Os Yoshies ainda podem se transformar temporariamente em veículos: helicóptero, carro, tanque-marmota e submarino. Isso tudo para obter todos os itens da jornada: moedinhas (a cada 100 coletadas, você ganha 1 vida), flores (são 5 por fase), moedas vermelhas (20 por fase) e estrelinhas (que são os “segundos” que você pode ficar sem o bebê Mario na garupa, chegando ao máximo de 30 estrelinhas).

Quanto à parte técnica do jogo, o gráfico é um dos mais bonitos e sensacionais para 16-bits, os cenários parecem que foram desenhados com lápis de cor aquareláveis, muito bonitos. E os planos de fundo também são um show à parte. O plano de fundo da fase 5-5 parece um lindíssimo gif animado, com todos aqueles goonies voando em direção ao horizonte. E as batalhas contra os chefes também são divertidas e bem boladas. Aqui, o Kamek funciona como um Gyodai, usando um pozinho mágico que transforma um monstrinho comum num gigante. A minha batalha preferida é contra o Raphael the Raven (Rafael, o corvo rs), na fase 5-8, que você vê no lindíssimo gif abaixo.

YoshisIsland-Raphael

Os efeitos sonoros e as músicas também são memoráveis. Tem cada musiquinha que fica tocando na sua cabeça por um bom tempo. Segue uma das minhas favoritas:

Quase 20 anos depois, SMW2 ainda é um jogo insuperável e divertidíssimo, em que você dificilmente vai se enjoar. Convide os amigos para jogar (quem morrer, passa o controle) e passe uma tarde jogando e rindo com esse jogo maravilhoso!

Extra (em inglês): “Why “Yoshi’s Island” should be studied at game design schools”.