[Resenha] Hunter x Hunter (2011)

Fui otaku (risos) e, nos últimos dias, devorei esse anime maravilhoso. Baseado no mangá de Yoshihiro Togashi (criador de “Yu Yu Hakusho” e “Level E”), “Hunter x Hunter” (depois de sempre chamar de “Hunter versus Hunter”, descobri que lê-se “Hunter Hunter” mesmo) conta a história de Gon Freecs, um garoto de 12 anos que sai da Ilha da Baleia para tornar-se um Hunter e procurar seu pai, que também é um Hunter, e que o deixou aos cuidados da tia quando Gon ainda era um bebê. No mundo do anime, os Hunters são uma espécie de “caçadores de recompensas”, que possuem imunidade diplomática para ir a qualquer país e têm inúmeros privilégios, e também costumam ser os lutadores mais poderosos do mundo. Para se tornar um Hunter, é necessário passar no Exame Hunter, que consiste em uma série de provas que envolvem testes de resistência e de sobrevivência, batalhas e raciocínio, e dentre as centenas de inscritos por ano (o teste é anual), poucos se tornam Hunter e recebem a licença. É assim que Gon conhece e se torna amigo dos outros protagonistas da série: Killua Zoldyck, jovem membro de uma famosa família de assassinos de aluguel; Kurapika (lê-se “Curápica”, até pra não causar desconforto no nosso idioma hehe), único sobrevivente do clã Kuruta, portadores de olhos escarlates; e Leorio, aspirante a médico. E não podemos esquecer de Hisoka, o terrível mágico que se torna o rival de Gon.

Kurapika, Gon, Killua e Leorio, bitches!

Kurapika, Gon, Killua e Leorio, bitches!

O anime, que é um remake – o original, iniciado em 1999, possui 62 episódios -, tem 148 episódios e é dividido em 5 sagas distintas:

Exame Hunter:
Fase inicial onde Gon, Killua, Kurapika e Leorio e se conhecem e enfrentam juntos os desafios para se tornarem Hunters. É onde conhecemos também outros personagens importantes, como Hisoka, Irumi (sinistro irmão mais velho de Killua) e Netero (presidente da Associação Hunter);

Torre Celestial:
Um prédio com 251 andares onde são realizados lutas remuneradas, onde Gon e Killua decidem treinar e ganhar dinheiro. Aqui conhecemos outros elementos referentes às habilidades usadas pelos Hunters profissionais, e personagens como Wing e Zushi (este é o meu favorito da saga!);

Genei Ryodan (Trupe Fantasma):
Aqui eles colidem de frente com a perigosa Trupe Fantasma, os ladrões e assassinos responsáveis pelo massacre do clã Kuruta. É a minha saga favorita pois tem muita ação, emoção e enredo cheio de reviravoltas;

Greed Island:
Gon e Killua entram no perigosíssimo game “Greed Island”, para procurar pistas do paradeiro de Ging, o pai de Gon e criador do jogo. Um dos momentos mais eletrizantes da série é durante o jogo de queimada entre o time de Gon e o de Razor.

Formigas Quimera:
O mais longo e cansativo arco do anime. Achei exagerado o número de episódios para este arco (talvez pelo fato de os produtores resolveram enrolar um pouco ao perceberem que a trama do anime estava se aproximando ao fim da do mangá?). Uma terrível espécie de formigas chamadas formigas-quimera, que se alimentam de humanos e dominam a nação de NGL (Neo Green Life). Quando o rei deles nasce, coloca em risco toda a vida no planeta e exigem a intervenção direta do presidente Netero, além de Kaito (aprendiz de Ging), e outros personagens.

A trama do mangá/anime é bem complexa e bem escrita, cheia de reviravoltas e momentos surpreendentes. Gosto quando muitas vezes os planos dos mocinhos dão miseravelmente errado, colocando-os em situações que eles não estavam preparados e levando-os aos seus próprios limites (não via algo assim desde, sei lá, “Prison Break”?).
Uma pena que a série encerra sem conclusão pois, o mangá está em hiato no Japão (a publicação vem sofrendo diversas paralisações desde que o mangá começou, em 1998) por motivos não muito claros (estaria Togashi realmente doente ou está apenas cansado dos prazos rígidos exigidos pela editora Shueisha?). Quem sabe um dia veremos a continuação deste mangá/anime maravilhosos…

Curiosidade 1: O mapa do mundo de HxH é parecido com o nosso mapa-mundi, só que com os continentes embaralhados e rotacionados (e algumas outras alterações).

Infelizmente não encontrei nenhum mapa que mostre a localização da Ilha da Baleia, mas enfim...

Infelizmente não encontrei nenhum mapa que mostre a localização da Ilha da Baleia, mas enfim…

O arquipélago do Japão (aqui chamado de “Jappon”) é o único que mantém a orientação original, pois não foi rotacionado.

Curiosidade 2: Só recentemente descobri que Yoshihiro Togashi é casado com Naoko Takeuchi, a criadora do mangá “Sailor Moon”.

P.S.1: Existem dois filmes relacionados da série: “Hunter x Hunter: Phantom Rouge” e “Hunter x Hunter: The Final Mission” (ambos de 2013), mas são bem chatinhos, com roteiros de qualidade inferior ao da série, e não afetam em nada a cronologia da trama principal do anime.

P.S.2: Os 100 primeiros episódios de HxH estão disponíveis no Netflix. Quem assina o serviço, corre lá.

Título original: “Hunter x Hunter”.
Ano de estreia: 2011.
Dirigido por: Hiroshi Kōjina.
Duração: 148 episódios de 20 minutos cada.
Nota: 9.

Uma frase do anime que vou levar pro resto da vida ♥

Uma frase do anime que vou levar pro resto da vida ♥

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[Resenhas] Demolidor nº1 e Kingdom Hearts em mangá

capa-DEMOLIDOR-1

A Panini Comics lançou em um encadernado as 6 primeiras edições da nova série do Demolidor pós-Terra das Sombras, com roteiros de Mark Waid (“O Reino do Amanhã”, “Capitão América”) e desenhos de Paolo Rivera (“Homem-Aranha”).
A série venceu o Prêmio Eisner (o Oscar dos quadrinhos™) de melhor série e melhor escritor em 2012, justamente na inovação que ela trouxe, primeiramente pelas excelentes histórias (o que se pode apenas nas seis primeiras edições) e também em como os criadores foram criativos em ilustrar o funcionamento dos poderes de Matt Murdock, fazendo com o que o leitor “enxergue” como o herói enxerga com seu super-radar, e como todos os detalhes de uma cena não passam despercebidas por ele, conforme esta página dupla. Demais!
É a melhor série do Demolidor que leio deste a fase de Frank Miller nos anos 80 e umas das melhores HQs que li neste ano. Recomendo!

Título original: “Daredevil”.
Ano: 2011-2012.
Autores: Mark Waid, Paolo Rivera, Marcos Martin e Joe Rivera.
Editora: Panini Comics.
Lançamento: Junho/2012.
148 páginas
Nota do Gilga: 9,5.
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KingdomHearts1-4

Apesar de ainda não ter conseguido adquirir a edição nº1 (esgotou por onde foi distribuído – alô, Editora Abril!), li edições 2, 3 e 4 do mangá de Kingadom Hearts, e o material é simplesmente belíssimo. O roteiro peca por ser infantil demais, mas a arte do artista Shiro Amano (roteirista e desenhista) salva o mangá inteiro. Como não se emocionar com o mangá baseado em uma das mais sensacionais séries de RPG de todos os tempos, com o genial crossover entre personagens da Disney com os de Final Fantasy?
Apesar de o material não ser lá bonito (não temos as páginas coloridas do material original) e do preço estar salgadinho, recomendo o mangá pelo conjunto da obra, principalmente se você já é fã do game. E o mais legal de tudo: a Abril vai lançar mais duas séries de KH. Mal posso esperar!

Título original: “Kingdom Hearts”.
Ano: 2003-2005.
Autor: Shiro Amano.
Editora: Abril.
Lançamento: Maio/2012 – Agosto/2012.
Varia de edição para edição – 4 edições.
Nota do Gilga: 8.