Descoberta musical: Silva

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Atrasado, eu sei, mas foi apenas nesta semana que tive curiosidade em saber como eram e fui atrás da discografia do cantor capixaba Silva. Simplesmente sensacional! Adorei! O cara canta bem, as melodias são ora doces ora animadinhas, e os arranjos e a produção musicais são um show à parte (e, pra mim, o ponto forte do trabalho dele). As músicas do Silva mistura alguns ritmos brasileiros com eletrônico e drum ‘n’ bass.

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Ele lançou um EP com 5 músicas autointitulado (2011) e dois álbuns até então: “Claridão” (2012) e “Vista Pro Mar” (2014), e considero o primeiro levemente superior ao segundo. Minhas músicas favoritas são quase todas do “Claridão”, especialmente a faixa-título (que quando começa, parece que ele vai cantar “Passarinho”, mas é engraçadinha),  “2012”, “12 de Maio” e “Visita” – que a introdução vocês já devem ter ouvido num comercial na TV (sim, um da Natura); de “Vista Pro Mar”, levo comigo a faixa-título também, “Janeiro” e “Disco Novo”. Vamos assistir aos clipes então?

Tocando na sala de casa com um filtro Instagram em “Mais Cedo”:

Cantando no próprio velório em “A Visita”:

Maria Flor é a mina do “Moletom”:

Muita subjetividade em “Imergir”:

O mar e uma loira paranormal em “É Preciso Dizer”:

Eu tava precisando mesmo de um artista brasileiro para ouvir. Antes tarde do que nunca.

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[Resenha] Sheezus

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Lançado em 2 de maio, depois de quatro anos longe do mundo música, o terceiro disco da cantora britânica Lily Allen, intitulado “Sheezus”, está sensacional e já me conquistou pela capa, com esse korgis ♥. Só tive tempo agora pra resenhá-lo, mas até foi bom, pois assim pude degustá-lo com mais cuidado e perceber que ele é deveras excelente, apenas tirando que não gostei muito do uso de autotune em algumas faixas porque acho que a Lily não precisa disso.
Eu não baixei/aqduiri os álbuns anteriores dela, mas como recebi uma indicação do Carlos Mendes, resolvi baixar esse e adorei!
São 13 faixas (17 na versão deluxe) carregadas de palavrões, marca registrada da cantora (inclusive, só fui ouvir as versões uncensored das músicas no Spotify, pois para download só se encontram links com “piiii” no lugar dos palavrões).
O setlist é bem sortido, com românticas como “Take My Place” e a linda cover do Keane, “Somewhere Only We Now”, agitadinhas/animadinhas como “As Long As I Got You”, “URL Badman” (que eu chamo carinhosamente de “Rap das Cabras”)  e “Life for Me”, e as famosas críticas sociais da Lily com “Insincerly Yours”, “Hard Out Here” e do próprio mundo pop na faixa-título “Sheezus”. As minhas preferidas até o momento são “L8 CMMR”, “Air Baloon”, “Take My Place”, “As Long As I Got You”, “Life for Me” e “Somewhere Only We Now”.

Foram lançados até o momento quatro clipes (voltou com tudo ela, né, gente?):

“Tem que ser gostosa pra ser boa cantora?” em “Hard Out Here”:

Borboletas, zebras e takes aéreos em “Air Baloon”:

Três Lilies bêbadas num táxi em “Our Time”:

“RiRi não tem medo do rugido da Katy Perry” em “Sheezus”:

[Resenha] Shakira (2014)

Shakira - Shakira

Com o lançamento marcado para a próxima terça, dia 25/3, o álbum auto-intitulado da colombiana Shakira já está na interwebs e, desde que dei play, não consegui mais parar de ouvir. Não que seja o melhor álbum da carreira dela (por enquanto, “¿Dónde Están Los Ladrones?”, de 1998, permanece imbatível), mas as músicas estão, na maioria dos casos, excelentes. E o curioso nisso tudo é que o álbum não é tão autoral como os anteriores; Shakira teve ajuda de outros compositores na criação das canções, pois agora, casada e com filho, teve pouco tempo na concepção do 10º álbum de sua carreira (sim, estamos ficando velhos).
O novo disco tem participações de Rihanna (em “Can’t Remember To Forget You”, primeiro single e trailer lançados), do cantor country Blake Shelton (na ótima “Medicine”) e a banda canadense Magic! (em “Cut Me Deep”), e tem faixas pra todos os gostos, desde o dance frenético (“Dare (lalala)”), passando pelo latino, até as românticas “23” e “Loca Por Ti”.
Minhas preferidas até o momento são – as já citadas – “Can’t Remember To Forget You”, “23”, “Medicine”, “Empire” e – a melhor – “Chasing Shadows”.
Das 15 faixas (e aqui, me refiro já a edição deluxe), somente duas são em espanhol (sdds Shakira da Colômbia™): “Loca Por Ti” e a segunda versão de “Can’t Remember”, “Nunca Me Acuerdo de Olvidarte”.
O 10º álbum da Shak está muito, mas muito bom mesmo, bem equilibrado e condizente. Ela não fugiu muito da proposta dos últimos anos da carreira mas também não inovou mais do que podia, logo não “pecou” quase nada. Em resumo, “Shakira” está sensacional.
Parabéns, esposa do Piqué e mãe do Milan! Ainda mereces o amor que me tens desde 1996! 😉

Seguem o clipe com a Rihanna e o (lindo) lyric video de “Empire”, lançados até o momento:

Atualizado 25/3: Shakira lança clipe para “Empire”:

[Resenha] ARTPOP

ARTPOP! COVER!

Então, Lady Gaga tentou lançar seu novo álbum só no fim de novembro, mas “ARTPOP” já se encontra na íntegra para downloads ilegais.
O álbum, um dos mais esperados do ano, realmente mostrou a que veio e ouso dizer que é o álbum do ano, desculpa haters.
Além dos singles anteriormente lançados “Applause”, “Aura”, “Venus” e “Do What U Want” (gosto de todos, exceto do último), ARTPOP tem mais músicas excelentes, além de três remixes fabulosos para “Applause”. Minhas favoritas até então são:
“Aura”: Divertidíssima, fará parte da trilha sonora do filme ainda inédito no Brasil “Machete Mata”, no qual Gaga fará uma vilã;
“Venus”: Muito boa também, onde ela faz um paralelo com a deus do amor e os planetas do sistema solar;
“MANiCURE” (não sei qual o problema da Gaga com letras maiúsculas e minúsculas, mas beleza): Parece um rock com palmas, e Gaga faz um trocadilho com homens, cura e manicure (risos);
“ARTPOP”: Na faixa-título ela fala um pouco sobre sua relação com a arte. Eu gosto mais da parte final da música;
“Swine”: Com uma batida nervosíssima (que eu tenho certeza que vai bombar nas baladas), ela compara o cara que ela tá dispensando com um porco, um suíno hehe;
“Donatella”: Essa música lembra muito o começo da carreira dela pelos arranjos, e a letra fala de luxo, moda e sensualidade (homenagem para a amiga Donatella Versace?);
“Fashion!”: Mais moda. Pensei que Gaga iria parar com o tema depois de “The Fame” e “The Fame Monster” mas ok. A música é muito boa;
“Dope”: A depressivinha do CD. Lembra um pouco “Speechless” e é linda!
“Gypsy”: Minha favorita, talvez pelo meu gosto por baladas românticas, mas ela é sensacional de qualquer jeito.
Dessa vez percebe-se que Lady Gaga não experimentou tantas e tantas coisas diferentes como ela fez em “Born This Way” (não que eu não goste desse álbum, pelo contrário), ela usou elementos mais parecidos com seus primeiros CDs, porém ainda sim experimentando novas vertentes, como o hip hop e o eletrônico.
Aprovadíssimo!

Lançados até então apenas o clipe de “Applause” e um lyric video de “Aura”, que seguem abaixo:

Esperamos outros clipes fantásticos (mas com menos simbolismos, por favor)!

Ícone do Mês: Chlöe Moretz

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Aproveitando que o filme “Kick-Ass 2” está em cartaz nos cinemas brasileiros, decidi fazer um “Ícone do Mês” com a queridíssima Chlöe Grace Moretz, a fodástica e eterna Hit Girl.
Chlöe é americana e tem 16 aninhos (10/02/1997), e começou sua carreira de atriz aos 8 anos de idade atuando no filme “Heart of the Beholder” (2005), e no mesmo ano, ela estava no elenco do terror “Horror em Amityville”.
Ela também atuou em “500 Dias com Ela” (2009), mas talvez, apenas em 2010 que ela passou a ser mais conhecida no primeiro “Kick-Ass”. No mesmo ano, Chlöe também gravou “Diário de um Banana” e “Deixe-Me Entrar”, no papel de uma doce vampira.
Os outros destaques de sua carreira foram os filmes “A Invenção de Hugo Cabret” (2011) e “Sombras da Noite” (2012), filme de Tim Burton onde atuou ao lado de “”monstros sagrados”” como Johnny Depp, Michelle Pfeiffer e Helena Bonham-Carter.
Depois de “Kick-Ass 2” (onde ela está sensacional), a veremos no papel-título do re-remake (nossa, pra quê tantos?) “Carrie, A Estranha”, que estreia nos cinemas brasileiros em 18 de novembro (assista ao trailer aqui).

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Ah! E em 2011, Chlöe atuou no clipe da banda americana Best Coast para o música “Our Deal”, que foi dirigido por Drew Berrymore (sim), onde ela e Tyler Posey (astro da série da MTV “Teen Wolf”) são um casal de apaixonados de gangues rivais dos anos 80, no melhor estilo “Romeu e Julieta”. Assista:

É notável o amadurecimento profissional dela, e seu sucesso é cada vez mais aproveitado por grandes diretores, como Burton e Martin Scorsese, e torço muito pelo sucesso dela. Boa sorte, sua linda! ♥

Descoberta musical: Lorde

Lorde

Hoje “acidentalmente” descobri Lorde, essa talentosa guria de 16 anos, que nasceu em 7 de novembro de 1996 (e quase faz aniversário comigo rs) em Auckland, Nova Zelândia, e batizada sob o nome Ella Yelich-O’Connor (oloco).
Ela lançou no fim do ano passado o EP “The Love Club”, com 5 músicas, e vem fazendo um sucesso considerável desde então, ficando até nas paradas americanas, com o hit “Royals”, e semana passada lançou seu primeiro álbum, o “Pure Heroine” (alô polícia olha as drogas), com 10 canções.
O estilo musical dela é uma vibe entre Lana Del Rey e Kimbra, num pop com umas batidas hip hop. Sim, tem umas músiquinhas deprê, mas também tem umas bem agitadas, como “Million Dollar Bills” e “Ribs”.
Ela lançou dois videoclipes, para “Royals” (bem bonito) e “Tennis Court” (deve ter gasto no máximo uns US$ 20, mas ficou engraçado), que vocês conferem a seguir:

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Cabeleira de poder.

Suécia: celeiro musical

Suécia musical

Nem só de EUA vive a música. Tem muita coisa boa internacional fazendo sucesso por aí e no fim das contas nem prestamos muita atenção de onde vêm, e só pelo idioma cantado ser inglês e a gente já deduz que é ou norte-americano, ou inglês mesmo, ou australiano, no máximo.
Vou citar algumas bandas e artistas (uns de muito sucesso, outros com nem tanta sorte, mas mesmo assim de qualidade) que vieram lá da Suécia, sim, lá da Escandinávia, direto para as pistas e music players em geral:

ABBA
Dispensa qualquer apresentação, obviamente. Grupo pop surgido nos anos 70 e composto por Agnetha, Björn, Benny e Anni-Frid, faz sucesso até hoje. Mesmo sabendo que vocês já conhecem, vou deixar uma canção deles:

Roxette
Os anos 80 e 90 foram embalados pelas canções do duo, basicamente românticas (os haters dirão “mela-cuecas”). Apesar de não estarem nas atuais paradas de sucesso, eles trabalham até hoje. Ouça e chore:

Ace of Base
Um dos meus xodós da década de 90, o grupo de eurodance fez um sucesso estrondosos nas rádios e pistas (só acho, pois eu não tinha idade para ir em boates ainda).

Robyn
Ela é a mais fantástica artista solo das terras do norte, e seu som pop tem várias misturas que a tornam única. Apesar de estar na estrada há anos, ela vem conquistando aos poucos o cenário mundial, e  aqui no Brasil ainda não é muito conhecida, o que eu acho injustiça, mas justamente por isso que existem os fãs – como eu – para divulgar seu talento:

Lykke Li
Essa cantora de 27 anos vai do indie rock ao electro pop e tem uma pegada meio abstrata, podendo parecer “estranha” no começo, mas muito boa, apenas mostrando que é diferente e talentosa.

Erik Hassle
Um dos meus maiores achados musicais. O cara é talentoso e gatinho, e sua música, basicamente melódica, é uma massagem para os ouvidos.

Estes artistas são basicamente os que eu admiro, mas com ajuda do lindo Cairo Braga, trago um apanhado de outros destaques no cenário atual da música sueca (clique nos links sem medo, vai abrir em nova aba): Lena Philipsson, Lilla Sällskapet, Swedish House Mafia, Icona Pop e Den Svenska Björnstammen.
E o Cairo também montou um mixtape só com músicas suecas que você pode conferir aqui.

Espero que tenham gostado e que eu tenha ajudado a apresentar sons novos, pois eu adoro quando me indicam coisas boas e desconhecidas pra eu ouvir.

2º dia do Rock in Rio (meu dia)

O dia, de ontem (sábado, 14/09) foi o meu dia favorito no Rock in Rio, pois tocaram as minhas bandas favoritas. Eu não tava lá (sou pobre, quem me dera), mas assisti na comodidade da minha cama pelo streaming falhado e sofrido do G1 mesmo. Vamos esquecer Capital Inicial e Offspring. O primeiro dos shows que realmente me interessam começou às 20h30…

30 Seconds to Mars:
Jared Leto veio vestido parecendo um mago-urubuzão, mas depois se soltou. Tava vestindo uma camiseta com a frase “I ♥ RIO”. O show começou morninho mas depois a galera foi levantando durante o desenrolar da apresentação. No finalzinho de “This Is War” (a 4ª música do setlist), bolas gigantes e coloridas foram soltas na galera. Ficou divertido. Durante a execução de “Pyres of Varanesi” (uma das minhas favoritas), acrobatas fizeram uma apresentando pulando sobre uma gangorra. Para fazer um pout-porri acústico de “The Kill”/“Hurricane”, Jared subiu na tirolesa e cantou com um ajudante do staff do festival segurando o microfone pra ele haha E depois o doido do ator-cantor DESCEU DE TIROLESA atravessando a platéia!! Ele voltou pro palco correndo entre a galera e continuou o show, que foi todo muito bom. Ao final da última música, “Up In The Air”, choveu papel picado. Do setlist, eles só não tocaram “Kings and Queens”.

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Florence + The Machine
A linda e ruiva Florence Welch veio toda trabalhada na cortina florida azul, chamou os seus orixás (como sempre) e levantou – mesmo – a galera. Interagindo bastante com o público, correu pra lá e pra cá no palco, depois entre a platéia (dando muito trabalho para os seguranças, coitados), pulou, gritou, cantou enrolada na bandeira do Brasil, pediu sacrifícios humanos – sério -, resumindo, Florence sendo Florence.  Do setlist, apenas “Sweet Nothing” não foi tocada, e o pessoal pediu várias vezes por “Never Let Me Go”.
Pela telinha do computador já foi demais, e certamente ao vivo foi uma experiência muito doida ouvir a voz da ruivona ao som dos feras da The Machine. O efeito que dá é tipo o da maconha (é o que eu acho, nunca usei, OK, PF?). Fantástico!

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Muse
Matt Bellamy já não é muito bonito, daí vem descabelado e com a barba por fazer parecendo Tangos & Tragédias. Eu, que nunca vi os caras tocando (nem no Youtube), achei demais. O público realmente pirou e todos cantavam forte e balançavam as cabeças pra frente e pra trás o tempo todo. A guitarra do Matt, ao vivo, é muito massa (tirando as partes onde ele imitava serra elétrica, fantasma ou lousa arranhando rs).
Depois de tocarem “Agitated”, Matt jogou a guitarra várias vezes sobre o equipamento de som e saiu do palco sem dizer nada. Revoltada. Mas o grupo voltou para um bis triplo.

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Resumindo: sim, queria muito ter ido pessoalmente lá no Rio neste dia de shows, mas sabe… Em casa eu tenho certeza de que foi menos cansativo, caro e estressante (: Espero estar rico para grandes shows de bandas assim.

Fotos: G1.

Puro Amor #23

Hoje vou falar sobre o lindo “it boy” Vini Uehara. Ele mora em São Paulo, tem 23 anos (15/01/1990) e é modelo, fotógrafo, produtor de moda, é japinha, é tatuado, é tudo de bom. Participou de um reality da Capricho (sim) chamado “Temporada da Moda”, em 2009.
Eu o conheci nessa semana, no clipe da faixa “Moon”, do brasileiro Thiago Pethit (assista aqui), que é um desbunde (e NSFW), um curta conceitual.
Aproveite a galeria com as fotos do mancebo (clique para ampliá-las).

O site oficil do Vini: viniuehara.com.br.

Siga também meu Tumblr repleto de delicinhas, o Ô, Lá em Casa!.

Capas de discos animadas

Lana Del Rey - Ride

Vejam só que bacaninha! Já pensou se as capas de discos (~discos~) fossem animadas? O cara (ou o pessoal, né) do tumblr WTF Album Cover não só pensou nisso como transformou em gifs animados algumas capas de álbuns e até de EPs e ficou sensacional!
Postei aqui as que eu mais gostei.

Michael Jackson - Dangerous

Rihanna - Rated R

Nirvana - Nevermind

Ellie Goulding - Lights

Paramore - Brand New Eyes

via Papel Pop.