[Resenha] Guardiões da Galáxia

O mais divertido de todos do Marvel Studios, “Guardiões da Galáxia” é um Star Wars da nova geração e um dos sucessos mais arriscados do estúdio desde “Homem de Ferro” (2008), pois lançar uma película tão bem produzida com personagens de terceiro escalão da Marvel como os Guardiões foi bem ousado, mas graças aos ótimos efeitos especiais, a trama bem contada, as atuações – tanto as live action quanto as dublagens – e a direção de James Gunn, deu tudo certo para tornar esse filme sensacional!
Gunn fez um pouco como Joss Whedon em “Os Vingadores” e deu destaque igual para os cinco heróis Senhor das Estrelas (Chris Pratt, da série “Parks and Recreation”), Gamora (Zoë Saldana de “Avatar”), Drax (Dave Bautista, que teve uma boa atuação para um lutador de wrestling), Rocky e Groot (as dublagens de Bradley Cooper e Vin Diesel estão tão excelentes que eu cheguei a vê-los encarnados nos personagens criados por computação).
“Guardiões da Galáxia” é um filme de aventura, ficção científica e muito mais engraçado do que muitas comédias por aí, pois essa era mesmo a linha que o Marvel Studios escolheu seguir ao escolher Gunn, que dirigiu comédias como “Super” (2010), e que também é corroteirista ao lado de Nicole Perlman, e o protagonista “humano” Chris Pratt vir de uma série de humor.

A trama se inicia num planeta abandonado onde o saqueador Peter Quill, que adora ser chamado de “Senhor das Estrelas”, aparece invadindo um templo e roubando um artefato misterioso conhecido apenas como “O Orbe”, e acaba despertando a ira de Ronan (Lee Pace, de “O Hobbit”), que tem interesse no objeto, e envia Gamora para caçar Quill. Nosso herói ainda tem uma recompensa por sua cabeça por trair seu líder e tutor Yondu (Michael Rooker, de “The Walking Dead”), o que chama a atenção dos mercenários Rocky, um guaxinim que tem um gosto por armas grandes, e Groot, um dócil alienígena em forma de árvore e, em Xandar, planeta sede da Corporação Nova, liderada por Nova Prime (Glenn Close quase revivendo Malvina Cruela com seu visual), os quatro se engalfinham e acabam sendo presos e enviados para a prisão, onde conhecem Drax, o Destruidor, que quer se vingar de Ronan pela morte de sua família, e a partir daí a trama começa a engrossar e as confusões que o quinteto se mete os levam a vários pontos do universo e a enfrentar os mais terríveis perigos. Ainda temos as presenças de o Colecionador (Benicio del Toro), Thanos (Josh Brolin) e Nebulosa (Karen Gillan, da série “Doctor Who”), irmã e rival de Gamora.

A trama do filme fugiu em algumas coisas dos quadrinhos, como o fato da Gamora original ser considerada “a mulher mais letal do universo” e nunca sorrir, a Nebulosa ser na verdade neta e não filha de Thanos, e o cão Astro, que aparece rapidamente em duas cenas, nas HQs ser telepata e guardião de Luganenhum, e não um item na coleção do Colecionador, mas enfim, nada que estragasse muito a mitologia da super-equipe.
Sobre a cena pós-créditos, dessa vez não parece ser um gancho para futuros filmes do Universo Cinematográfico Marvel, e sim mais uma piada interna do próprio filme, e é bem rapidinha.

Resumindo, “Guardiões da Galáxia” é um tiro certo do Marvel Studios e tem tudo para ser um sucesso de bilheteria e crítica. Mal posso esperar pelo próximo filme Marvel nos cinemas, que chega só em maio do ano que vem, mas ainda bem que é “Vingadores: A Era de Ultron”, né? *-*

Título original: “Guardians of the Galaxy”.
Ano: 2014.
Diretor: James Gunn.
Elenco: Chris Pratt, Zoë Saldana, Bradley Cooper, Vin Diesel, Glenn Close.
Duração: 121 minutos.
Nota: 9,5.

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[Resenha] Noé

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Mesmo antes de lançarem os trailers de “Noé”, eu já estava animado com o projeto, que já parecia ser grandioso, que pra quem não sabe, é a adaptação de uma HQ da editora Image (“Noah” foi escrita pelo próprio diretor do filme, Darren Aronofsky), fora o elenco etc. Depois dos primeiros vídeos, me animei mais um pouco, gostei de ver a atmosférica “bélica” do filme, pois Noé e a família precisam defender a arca de um exército que também queria se salvar do dilúvio (creio que isso não seja mostrado na Bíblia). Depois da estreia de “Noé”, na semana passada, alguns amigos/contatos assistiram e fizeram comentários negativos sobre o filme, de que acharam ruim e tal, daí desanimei bastante e fui com a expectativa baixíssima ao cinema. E não é que me surpreendi? O filme é muito bom sim, e fortíssimo (me fez chorar, inclusive), bela fotografia, atuação monstruosa (no melhor dos sentidos) de Russell Crowe e Jennifer Connely… São muitos os pontos positivos. Mas vou falar agora do que me incomodou:

  • Roupas e ferramentas à frente da época: a não ser que Aronofsky quis ter feito a história de Noé ambientada num universo retrofuturista, a direção de arte do filme está equivocadíssima. Tipo, em que época se passa a história do dilúvio? Uns 4000 anos antes de Cristo, não? Então, não pode ter existido naquela época tão remota casacos com costura e tudo (sendo que na Antiguidade eram usados peles de animais e no máximo, uns tecidos enrolados no corpo), e máscara de ferro para os ferreiros (tipo aquelas usadas pelos soldadores, para proteger os olhos), pelo menos não com os designs apresentados na trama. Isso me incomodou bastante;
  • A família de Noé era vegetariana: Oi? Se ele respeitava tanto a vida assim, porque deixou que TODA A HUMANIDADE morresse no dilúvio? Fica aí a dúvida;
  • A água veio por cima e POR BAIXO: Acho que Deus do filme de Aronofsky estava tão impaciente e não quis esperar que o dilúvio acontecesse só com a água da chuva, e mandou os lençóis freáticos para cime em geisers gigantes pra inundar tudo logo de uma vez. OK então.

Também teve toda o clima de “Deus vingador, magoado, irado e ressentido”, mas isso sei que ocorre muito na Bíblia e é só um dos motivos que me levam a não levar o livro sagrado dos cristãos a sério. De resto, o filme é “de boa”. Muita gente ficou indignada com os Guardiões (não vou explicar do que se tratam pra não dar muito spoiler), mas acho que, dentro do contexto da trama do filme, até que faz sentido (incluindo também o desfecho deles). Outras sacadas que gostei da história foram:

  • Os animais foram “dopados” e ficaram assim durante toda a viagem (com uma pajelança da mulher do Noé – olhaí o paganismo), o que responde a questão de como ele alimentou todos aqueles animais por vários dias e como os carnívoros não devoraram os herbívoros, etc;
  • Os continentes eram todos juntos, como era a Pangeia (e assim, facilita o lance dos animais povoarem toda a Terra);
  • Junto com a família de Noé foi uma menina (interpretada por Emma Watson) adotada por ele, e logo, não foi necessário apelarem para o incesto para “repovoarem” a Humanidade.
  • Quando Noé conta a origem do mundo, as cenas mostram como foi segundo os evolucionistas, e não como os criacionistas. Achei ousado e divertido.

Resumindo: um filmaço, forte, épico, grandioso e recomendado!

Título original: “Noah”.
Ano: 2014.
Direção: Darren Aronofsky.
Elenco: Russell Crowe, Jennifer Connely, Emma Watson, Logan Lerman, Anthony Hopkins.
Duração: 178 min.
Nota do Gilga: 8,5.

[Resenha] O Homem de Aço

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Um filme alucinante e emocionante, recomendo muito que você assista no cinema ao reboot da franquia do Superman, porém ele é um daqueles filmes que nos faz nos arrependermos de criar muita expectativa. Creio que o que aconteceu com “O Homem de Aço” foi mais ou menos o que houve com “Homem de Ferro 3”: com bons elementos nas mãos, excelentes efeitos especiais, bons atores etc mas a história meio que afunda o filme, sabe?
Tipo, vá ao cinema ciente de que vão mostrar uma história muito diferente da que você já conhece do herói. Eu diria que a trajetória de Clark Kent/Superman foi contada de trás pra frente. Não literalmente, mas quase isso.
Como eu disse uma vez no meu Facebook, eu sou fã do diretor, o visionário Zack Snyder (“300”, “Watchmen – O Filme”), que tem se mostrado excepcional em sua curta carreira, a fotografia do filme é linda (com aqueles zooms nervosos das câmeras e planos abertos), os efeitos, como dito anteriormente, são magníficos e megalomaníacos (o que foram aquelas batalhas?), mas o roteiro ficou “atropelado” (e que possui alguns furos, mas não vou escrever aqui quais por motivos de spoilers). Outra coisa que não funcionou bem foi o 3D, não fez muita diferença.

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O que salva o filme, além da parte técnica? Henry Cavill. Já elogiou o gato num post de apreciação que fiz dele, o cara tem presença de cena, atua bem, é lindo, tá forte pra carvalho e tem o biotipo do último filho de Krypton. Excelente escolha no elenco. A cena onde ele aprende a voar é linda e emocionante.

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Também já falei isso, mas outros atores que estão demais são – obviamente – Russel Crowe, como Jor-El, e Kevin Costner (se redimindo por “Waterworld – O Segredo das Águas” – risos), como Jonathan Kent. Na galeria de vilões, Michael Shannon está visceral como o General Zod, e Antje Traue, é a fria Faora (dá pra pegar muita raivinha dela hehe). E Amy Adams? Apagada. Mas acho que não é culpa da atriz em si, foi mais por causa de como Lois Lane foi aproveitada na trama.
Resumindo: “O Homem de Aço” é um excelente (e tanto) entretenimento, porém como filme baseado em personagem dos quadrinhos, deixa um pouco a desejar. Mas ainda recomendo.

Título original: “Man of Steel”.
Ano: 2013.
Direção: Zack Snyder.
Elenco: Henry Cavill, Russell Crowe, Kevin Costner, Amy Adams, Diane Lane.
Duração: 143 min.
Nota do Gilgamesh: 8.

P.S.: Apenas lembrando que o filme pré-estreou de 28 a 30 de julho, mas estreia em todo Brasil apenas no dia 12 deste mês.

[Resenha] Além da Escuridão – Star Trek

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Fui no cinema pra assistir “O Grande Gastby” mas só tinha “Além da Escuridão – Star Trek”. Mas como ele também tava na minha lista de filmes para assistir, topei a parada.
Posso dizer que é um filme com ação alucinante. Ele já começa a 200 km/h com Spock (Zachary Quinto) mergulhando num vulcão ativo pra salvar um planeta, enquanto Kirk (Chris Pine) e Scotty (Karl Urban) fogem numa floresta vermelha de lanças arremessadas por aborígenes.

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O roteiro é sensacional e tem vários revezes, instigante e initerrupto. Sabe quando os planos dos mocinhos dão TODOS ERRADOS? Pois é. Isso me lembra como era a série “Lost”, do mesmo diretor, o J.J. Abrams. Aliás, neste segundo filme de Star Trek, é J.J. Abrams sendo J.J. Abrams, mostrando porque a Disney entregou a ele a franquia “Star Wars” e deixando nas suas mãos praticamente 50% do ~mercado nerd~ (risos). Preciso elogiar também a fotografia, os efeitos especiais e o 3D que tá sensacional.

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Quanto aos atores, não tem como não amar o leve bromance entre Kirk e Spock, da coragem do primeiro e da “chatice lógica” do segundo, Chekov (Anton Yelch) por motivos de ♥, e da fodacidade da atuação de Benedict Cumberbatch (o que me instiga a querer assistir à série “Sherlock”, da BBC, que venho esquivado já há um bom tempo), interpretando o vilão John Harrison, que na verdade é… bom, chega de spoilers, né?
Resumindo: um filme FODAÇA e altamente recomendável. E prepara o coração porque é muita emoção.

Título original: “Into Darkness – Star Trek”.
Ano: 2013.
Direção: J.J. Abrams.
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Benedict Cumberbatch, Zoe Saldana, Karl Urban.
Duração: 132 min.
Nota do Gilgamesh: 9.

[Resenha] O Lado Bom da Vida

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Assisti hoje a este filme que teve 8 indicações ao Oscar, e curti bastante!
Conta a história de Pat Solatano (Bradley Cooper), um cara que perdeu o emprego, a casa, a esposa, surta e vai parar numa clínica psiquiátrica. Depois de longos 8 meses lá, ele sai e vai morar com os pais (aliás, o pai dele é o Robert DeNiro), mas ele não está totalmente curado… Ele é muito sequelando, não toma o medicamento e apronta muitas confusões na tentativa de reencontrar a esposa, que se mudou e que ele não pode chegar perto devido a uma restrição judicial, e acaba conhecendo Tiffany (Jennifer Lawrence), outra pirada também, que acaba entrando em sua vida para ficar.

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Não vou contar o resto, mas acontecem muuuuitas coisas até o final do filme, que é considerada uma “dramédia”, mas ele é um drama no qual a gente ri das coisas que, no fundo, são muito tristes, principalmente com esses lances de bipolaridade e flutuações de humor.
E a J-Law mereceu mesmo ganhar o Oscar de Melhor Atriz? No meu ver, não. Acho que a Academia™ só deu a estatueta pra ela por motivos de: ela ser linda e uma fofa? O Bradley mereceu bem mais, pois ele realmente arrasou na atuação (e eu nem levava ele a sério até esse filme), mas tinha um Daniel Day-Lewis no caminho né…
Nota: 8.