[Resenha] Os Últimos Dias de Krypton

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Depois de receber a dica da Rapha Quarterone, comprei o livro “Os Últimos Dias de Krypton” e o li em 24 dias (e não foi o mais rápido que eu pudia). A ideia do autor, Kevin J. Anderson (roteirista de séries como “Arquivo X”, “Duna” etc), e de seus idealizadores, era de contar a história, como sugere o título, dos últimos dias do planeta Krypton, antes de sua fatídica destruição, algo que não foi plenamente explorado nos quadrinhos.
Na trama, somos apresentados ao cotidiano de Jor-El (pros leigos, o pai do Superman), o mais brilhante cientista kryptoniano,à jovem artista e historiadora Lara, e como eles acabam se apaixonando. Ainda vemos toda a trajetória de Zod, um dos mais excelentes antagonistas de todos os tempos, um verdadeiro gênio (do mal, mas mesmo assim genial), que antes de se tornar um “general” era comissário da cidade de Kandor e trabalhava, a contragosto, para o Conselho de Krytpon, que governava o planeta de forma inflexível e sempre temendo que os kryptonianos se desenvolvessem tecnologicamente de forma que pudessem entrar em contato com outras formas de vida no Universo. O legal é que o planeta tem toda uma história, de o porque os kryptonianos temerem vida extraterrestre, e foi criada toda uma mitologia histórica para dar base aos personagens. Ainda conhecemos Zor-El, irmão de Jor-El, que era prefeito de Argo City, casado com Alura e também um notável cientista especializado em inventos tecnológicos e o melhor geólogo.
O interessante foi saber que Krypton estava completamente condenado, e havia pelo menos TRÊS maneiras de o planeta-natal do Superman ser destruído, ou seja, eles estavam fodidos de qualquer forma.
“Os Últimos Dias de Krytpon” foi o livro que eu mais me emocionei e me excitei (no bom sentido) com tantas reviravoltas existentes na trama. A genialidade de Jor-El (sensacional vê-lo descobrir acidentalmente a Zona Fantasma no primeiro capítulo), a ambição que levou Zod ao poder e à ruína, a origem de Brainiac e o “engarrafamento” de Kandor, a guerra civil que dividiu os kryptonianos, e por fim como o recém nascido bebê de Jor-El e Lara foi enviado à Terra. Todo fã de Superman que se preze DEVE ler esse fantástico livro! E aproveitem que ele tá bem baratinho na internet.

Título original: “The last days of Krypton”.
Ano: 2013.
Autor: Kevin J. Anderson.
Editora: Fantasy Casa da Palavra.
466 páginas
Nota do Gilga: 10.

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[Resenha] Wolverine – Imortal

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E a Fox conseguiu salvar a franquia do Logan com esse filme, que foi a surpresa do ano. Não que “Wolverine – Imortal” seja perfeito. Está longe disso, mas como entretenimento e reavivamento da saga do mutante com esqueleto de adamantium, funcionou muito bem!
Posso dizer que a história, baseada parcialmente na mini “Eu, Wolverine” (da dupla Chris Claremont e Frank Miller de, 1982), ambientada no Japão, foi uma sacada e tanto. A Terra do Sol Nascente é a locação mais maneira pra um filme de super-heróis, onde temos muita tradição, senso de honra apurado, ninjas, neve, miscelânea cultural (o antigo misturado com as novidades tecnológicas), acrescidos com a ficção científica dos poderes mutantes, deixou a trama divertidíssima. As cenas de ação – onde a explosão nuclear em Nagasaki, a confusão no funeral e a perseguição no trem-bala são as minhas favoritas – são eletrizantes. Só não curti que as personagens Yukio e Víbora têm poderes no filme, mas para uma adaptação é algo compreensível (para a Víbora até faz muito sentido na história). E o 3D não mudou nada, portanto não faça questão de pagar mais caro por esse formato.

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Neste filme vimos um Wolverine fragilizado, sofrendo, primeiramente com o desfecho de “X-Men – O Confronto Final” (2006), e depois, com o desespero em ver seus poderes falhando. Só acho que ele deveria ter levado os X-Men com ele pro Japão. Hahaha!
Resumindo e evitando spoilers: o novo filme do Wolverine, do qual não esperávamos muito depois da bomba chamada “X-Men Origens: Wolverine” (2009), surpreende bastante, nos instiga e cumpre com a sua função de espetáculo, portanto, recomendadíssimo.
Quanto à cena pós-créditos… bem, ela fala por si só.
Assistam!

Título original: “The Wolverine”.
Ano: 2013.
Direção: James Mangold.
Elenco: Hugh Jackman, Famke Jansen, Hiroyuki Sanada, Tao Okamoto, Rila Fukushima, Svetlana Khodchenkova.
Duração: 126 minutos.
Nota do Gilga: 8,5.

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P.S.: A tabela periódica prevaleceu no cinema em 2013: Homem de adamantium >>> Homem de Aço >>> Homem de Ferro.

[O que vem por aí] Filmes Marvel

Depois da San Diego Comic-Con 2013 (ocorrida entre os dias 17 e 21 de julho), pipocaram notícias no universo pop em geral, então resolvi fazer esse post para centralizar as novidades referentes aos filmes dos heróis Marvel. Vamos lá?

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“Capitão América 2” (espero que fique assim e não “Capitão América – O Primeiro Vingador Retorna”), filme que estreia em 11 de abril de 2014, recebeu a importante “missão” de ligar os eventos de “Os Vingadores” e o segundo filme da superequipe (falo sobre este mais abaixo), então ele deverá ser mais foda do que esperávamos que fosse, fazendo-nos acreditar que a segunda aventura solo do Capitão será o mais importante filme relacionado aos Vingadores, e não “Thor – O Mundo Sombrio” (que estreia em novembro), como pensamos que fosse. Não foi explicado como isso acontecerá, só sabemos até então que Steve Rogers (Chris Evans) terá a companhia de Viúva-Negra (Scarlet Johansson) e Falcão (Anthony Mackie), e enfrentará o Soldado Invernal (Sebastian Stan), seu ex-parceiro Bucky. O elenco ainda conta com a participação de Robert Redford que viverá o novo líder da SHIELD.

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“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” estreia em 23 de maio de 2014 e reunirá os elencos de “X-Men: Primeira Classe” (2011) e o da trilogia original (2000, 2003 e 2006), numa aventura que envolve uma viagem no tempo. Terá o Wolverine (Hugh Jackman) dos dias atuais se encontrando com a equipe do jovem Xavier (James McAvoy) para tentar salvar a raça mutante. Também teremos os robôs caçadores de mutantes Sentinelas, criados por Bolívar Trask (Peter Dinklage, o anão de “Game of Thrones”) e mutantes inéditos, como Bishop (Omar Sy) e Mercúrio (Evan Peters) – personagem esse que também estará em “Vingadores 2”. Esse filme também marca a volta do diretor Brian Synger à franquia mutante da Fox.

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“Guardiões da Galáxia” talvez tenha sido o filme do qual mais obtivemos novas informações. Depois de sabermos que Zoe Saldana será Gamora e que Karen Gillan (que apareceu com a cabeça raspada, mostrando como uma atriz deve se entregar ao papel, viu, Marina Ruy Barbosa?) será a vilã Nebulosa, foi confirmado que Benicio Del Toro será O Colecionador, outro vilão cósmico da Marvel. Ainda não foi confirmado, mas “The Rock” possivelmente participará deste filme encarnando Thanos (o vilão do final do primeiro filme dos Vingadores). O filme estreia em agosto de 2014.

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O segundo filme da franquia dos Vingadores recebeu o título “Avengers – Age of Ultron”, o que descarta Thanos como a possível ameaça à equipe, e o vilão da vez será o maligno robô Ultron. O filme não será uma adaptação nos cinemas da atual fase dos quadrinhos Marvel “Age of Ultron”, mas sim um conto diferente sobre o poderoso autômato, afirmou o diretor Joss Whedon. Depois de sabermos que a trama terá a aparição dos personagens Feiticeira Escarlate (atriz ainda não escolhida) e de seu irmão Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson), foi confirmado de que o Agente Coulson (Clark Gregg) não estará no filme (apenas no seriado “Agents of SHIELD” que estreia em 24 de setembro próximo). A história será mais global do que a do anterior e não se concentrará apenas nos EUA, e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terá mais destaque, e ainda sabemos que Hank Pym, o vingador que criou Ultron, não estará neste filme.

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Falando nisso, e pra completar, sobre o filme “Homem-Formiga”, que estreia em 6 de Novembro de 2015, o diretor Edgar Wright (“Scott Pilgrim contra o Mundo”) confirmou em entrevista que a trama terá Hank Pym, o Homem-Formiga original, e não Scott Lang, o outro Homem-Formiga. Ou possivelmente os dois personagens. Será que o filme mostrará a origem do Ultron, mesmo o filme do herói diminuto estreando depois de “Os Vingadores 2”? Só o tempo dirá.

Neste ano, a Marvel tratou de não deixar que os vídeos exclusivos exibidos durante a SDCC vazassem na web, logo não veremos os trailers e teasers tão cedo por aí. Uma pena. Mas continuemos na expectativa pelos vindouros filmes!

Fontes: Omelete e Judão.

Top 10 desenhos Hanna-Barbera

Depois de fazer listas com filmes da Disney e da Pixar, chegou a hora de montar um top 10 manerinho com as séries animadas de uma das maiores produtoras de desenhos para TV, a Hanna-Barbera. Criado em 1944 por William Hanna e Joseph Barbera (e não por uma mulher chamada “Hanna Barbera”, como todos um dia já pensaram), o estúdio criou uma caralhada de desenhos (alguns, inclusive, eu nem sabia que eram deles) por quase meio século até ser comprada pela Time Warner e transformada no Cartoon Network, em 2001. Tá certo que muitos das séries eram bem chatinhas (tipo, não suporto Scooby Doo, Flintstones, Os Incríveis etc), mas boa parte deles fizeram parte da minha infância e, possivelmente, da sua também, séries essas (pelo menos, os da lista) que eram (ou ainda são) exibidas pelo SBT. Mesmo ficando de fora alguns desenhos que também eram legais (como A Formiga Atômica, Bibo Pai e Bob Filho, A Tartaruga Touché, Space Ghost, O Xodó da Vovó etc), montei a lista usando um sistema de notas parecido com a do post anterior (com os quesitos roteiro, diversão e predileção), ficando assim (ordem decrescente):

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[10º] Jonny Quest (1964) – Nota: 5,7
Mostrava as aventuras do pequeno Jonny Quest (eu sempre pensei que se escrevesse “Johnny”, mas beleza), acompanhado de seu pai, o Dr. Benton Quest, Roger “Race” Bannon (só eu vejo eles como um casal gay?), Hadji, o menino indiano, e o cãozinho Bandit.

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[9º] A Família Buscapé (The Hillbilly Bears – 1965) – Nota: 6,3
Os ursos caipiras Zé Buscapé e Bié Buscapé e seus filhos Florzinha e Chapéuzinho.

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[8º] Pepe Legal (Quick Draw McGraw – 1959) – Nota: 6,7
O cavalo trapalhão Pepe Legal era um xerife no velho oeste e tinha como ajudante o burrinho (porém esperto) Babalu, e que também era o vigilante mascarado (tipo o Zorro) chamado “El Kabong”, que tinha o clássico golpe com um violão na cabeça dos bandidos gritando seu codinome.

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[7º] Manda-Chuva (Top Cat – 1961) – Nota: 6,7
Os gatos malandros Manda-Chuva, Bacana, Chu-Chu, Gênio, Espeto e Batatinha estavam sempre tentando ganhar dinheiro de maneira escusa e dando trabalho para o Guarda Belo, que queria expulsá-los do beco onde viviam.
A curiosidade que acabei descobrindo é que o Manda-Chuva foi dublado no Brasil pelo Lima Duarte.

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[6º] Os Herculóides (The Herculoids – 1967) – Nota: 6,7
Um dos desenhos “não humorísticos” mais bacanas da produtora. Mostrava a inusitada equipe composta por Zandor, Tara, Dorno (os humanos) e pelos monstros Zok (dragão), Igoo (gorila de pedra), Tundro (rinoceronte) Gloop e Gleep (os melequinhas), que protegiam o planeta Quasar dos invasores vindos do espaço.

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[5º] Capitão Caverna e as Panterinhas (Captain Caveman and the Teen Angels – 1977) – Nota: 7,7
Capitão Caverna é um troglodita peludo metido a super-herói com um porrete em mãos e era acompanhado por três garotas (uma paródia das Panteras), Brenda, Kelly e Sabrina.

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[4º] Corrida Maluca (Wacky Races – 1968) – Nota: 7,7
Quem sabe o nome dos carros e de seus respectivos pilotos? Vamos lá: A Máquina do Mal (Dick Vigarista e Mutley), Carro de Pedra (Irmãos Rocha), Cupê Mal-Assombrado (Irmãos Pavor), Carro Cheio-de-Truques (Professor Aéreo), Lata Voadora (Barão Vermelho), Gatinha Manhosa (Penélope Charmosa), Carro Tanque (Sargento Bombarda e Soldado Meekley), Carro-à-Prova de Balas (Quadrilha da Morte), Carroça a Vapor (Tio Tomás e urso Chorão), Carrão Aerodinamico (Peter Perfeito) e Carro-Tronco (Rufus Lenhador e o castor Serra-Dentuças).

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[3º] Cavalo de Fogo (Wildfire – 1986) – Nota: 8,7
Sim, eu também não sabia que era da Hanna-Barbera. Conta a história da menina Sara, que foi levada ao reino de Dar-Shan pelo mágico Cavalo de Fogo, e descobriu ser a princesa perdida de lá. Um dia a rainha ela seria se com a maldade da Diabolyn pudesse acabar.

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[2º] Tom & Jerry (1940) – Nota: 9,0
Produzido pela dupla para a MGM, as aventuras do gato Tom e do rato Jerry é um dos trabalhos mais antigos deles. Um clássico que fala por si só e dispensa apresentações.

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[1º] Superamigos (Superfriends – 1973) – Nota: 9,7
A super-equipe era originalmente composta pelos heróis da DC Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman e Robin, e treinavam os aspirantes a heróis Wendy, Marvin e o Supercão para lutar contra o crime, a partir de sua base chamada Sala de Justiça. Só a partir da 2ª temporada o trio de aprendizes foi substituído pelos Super-Gêmeos (os adolescentes alienígenas Zan e Jayna e seu macaco Gleek).
Posteriormente em suas fileiras, os Superamigos receberam outros heróis, como o Chefe Apache, Flash, Vulcão Negro, Samurai, Lanterna Verde etc. Essa série é cheia de referências para o universo nerd até hoje.

Top 10 filmes de super-heróis

Após assistir a “O Homem de Aço”, tive a ideia de fazer um top 10 com filmes de super-heróis baseados em quadrinhos (mas apenas com os mais bem produzidos, com a onda que começou em 1998 com o filme “Blade”, logo ficarão de fora ótimos representantes da categoria, como os dois primeiros “Superman” com Christopher Reeve e os dois primeiros “Batman”, de Tim Burton), mas pra tentar ser o mais justo possível e não criar a lista apenas com a ordem dos filmes usando a minha preferência, resolvi fazer um sistema de notas (avaliando os quesitos roteiro, elenco, efeitos especiais, diversão e fidelidade aos quadrinhos) e, com a média de cada filme, montar o top 10. E a ordem (decrescente) ficou:

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[10º] “Kick-Ass” (2010) – Nota: 7,0
Violento e divertido. O que mais chega próximo de “Como seriam os super-heróis da vida real?”.

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[9º] “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) – Nota: 7,2
O reboot da franquia original do Aranha. Possui elementos mais ou menos fiéis aos quadrinhos, mas meio que desconstruiu o personagem.

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[8º] “X-Men 2” (2003) – Nota: 7,3
Como o primeiro filme – dirigido por Brian Synger – é meio pobrão (risos), o 2º conseguiu ser o melhor da trilogia inicial.

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[7º] “Homem-Aranha” (2002) – Nota: 7,5
O maior sonho concretizado dos fãs do Aranha nos quadrinhos. Impossível bater o primeiro filme, dirigido por Sam Raimi.

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[6º] “O Homem de Aço” (2013) – Nota: 7,7
Já fiz a resenha dele, mas, em suma, é divertido, porém pouco fiel ao tradicional Superman.

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[5º] “Thor” (2011) – Nota: 8,0
Apesar de ser um pouco maçante, é um dos melhores filmes de super-heróis (super mesmo) de todos os tempos!

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[4º] “X-Men – Primeira Classe” (2012) – Nota: 8,2
Apesar de não ter muito a ver com os X-Men originais dos quadrinhos (Xavier irmão da Mística? LOL), é interessantíssimo por ambientar a luta entre os mutantes do bem e do mal em meio a Guerra Fria (amo ficções históricas).

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[3º] “Os Vingadores” (2012) – Nota: 8,5
É a maior bilheteria de todos os tempos do cinema pra um filme de um super grupo, então meio que os números falam por si próprios. Também temos que dar crédito ao ótimo roteiro, que aproveitou cada personagem dando destaque a todos igualmente.

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[2º] “Homem de Ferro” (2008)- Nota: 8,7
Como não ser excelente um filme com um ator que nasceu pra interpretar um personagem que é ele próprio (só que super)?

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[1º] “Watchmen – O Filme” (2009) – Nota: 8,8
O melhor filme de super-heróis mostrando uma super-equipe de uma maneira diferente de qualquer história de super-heróis (agradeçam a genialidade de Alan Moore). E ainda tem o lance do temor da guerra nuclear e o Dr. Manhattan fodônico.

[Resenha] O Homem de Aço

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Um filme alucinante e emocionante, recomendo muito que você assista no cinema ao reboot da franquia do Superman, porém ele é um daqueles filmes que nos faz nos arrependermos de criar muita expectativa. Creio que o que aconteceu com “O Homem de Aço” foi mais ou menos o que houve com “Homem de Ferro 3”: com bons elementos nas mãos, excelentes efeitos especiais, bons atores etc mas a história meio que afunda o filme, sabe?
Tipo, vá ao cinema ciente de que vão mostrar uma história muito diferente da que você já conhece do herói. Eu diria que a trajetória de Clark Kent/Superman foi contada de trás pra frente. Não literalmente, mas quase isso.
Como eu disse uma vez no meu Facebook, eu sou fã do diretor, o visionário Zack Snyder (“300”, “Watchmen – O Filme”), que tem se mostrado excepcional em sua curta carreira, a fotografia do filme é linda (com aqueles zooms nervosos das câmeras e planos abertos), os efeitos, como dito anteriormente, são magníficos e megalomaníacos (o que foram aquelas batalhas?), mas o roteiro ficou “atropelado” (e que possui alguns furos, mas não vou escrever aqui quais por motivos de spoilers). Outra coisa que não funcionou bem foi o 3D, não fez muita diferença.

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O que salva o filme, além da parte técnica? Henry Cavill. Já elogiou o gato num post de apreciação que fiz dele, o cara tem presença de cena, atua bem, é lindo, tá forte pra carvalho e tem o biotipo do último filho de Krypton. Excelente escolha no elenco. A cena onde ele aprende a voar é linda e emocionante.

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Também já falei isso, mas outros atores que estão demais são – obviamente – Russel Crowe, como Jor-El, e Kevin Costner (se redimindo por “Waterworld – O Segredo das Águas” – risos), como Jonathan Kent. Na galeria de vilões, Michael Shannon está visceral como o General Zod, e Antje Traue, é a fria Faora (dá pra pegar muita raivinha dela hehe). E Amy Adams? Apagada. Mas acho que não é culpa da atriz em si, foi mais por causa de como Lois Lane foi aproveitada na trama.
Resumindo: “O Homem de Aço” é um excelente (e tanto) entretenimento, porém como filme baseado em personagem dos quadrinhos, deixa um pouco a desejar. Mas ainda recomendo.

Título original: “Man of Steel”.
Ano: 2013.
Direção: Zack Snyder.
Elenco: Henry Cavill, Russell Crowe, Kevin Costner, Amy Adams, Diane Lane.
Duração: 143 min.
Nota do Gilgamesh: 8.

P.S.: Apenas lembrando que o filme pré-estreou de 28 a 30 de julho, mas estreia em todo Brasil apenas no dia 12 deste mês.

Os verdadeiros heróis do Maracanã

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Ontem, dia 30, a Seleção brasileira venceu a Copa das Confederações, com 3 gols sobre a Espanha, mas os verdadeiros heróis nem foram Neymar, Fred ou a bunda do Hulk, e sim três figurantes que roubaram a cena durante a cerimônia de encerramento, antes da partida.
Um casal de bolas (risos) segurou uma faixa protestando contra a privatização do Maracanã, enquanto outro figurante fez um protesto contra a homofobia. Os três “manifestantes infiltrados” (até então não identificados), não criticaram apenas o governo, mas também deram um tapa na cara da Fifa, que chegou em nosso país impondo praticamente uma ditadura, cagando regrinhas e deixando claro que era contra a onda de protestos no país com receio de “queimar o filme” da competição para o resto do mundo.

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Devemos parabenizar a estes três indivíduos, corajosos, que, assim como os manifestantes do lado de fora do Maracanã que, mais uma vez, foram massacrados pela força excessiva da polícia (cês viram a cena de guerra que era a imagem da Força Nacional chegando na imediação do estádio?), resolveram protestar e manifestar suas indignações contra a atual política brasileira. É de heróis assim, não de bons jogadores de futebol, mas de brasileiros comuns e guerreiros que lutam pelo que acreditam!